PROJETO TIETÊ
E AS ÁGUAS DA METRÓPOLE
Entrevista Primeiro Argumento nº 11

Logo da campanha Reviva o Tietê, organizada pela Rede das Águas.
Em Maio de 2006 concedi a entrevista Especialista Não Crê na Despoluição Total do Tietê para os jornalistas Bruno Santos e Carolina Sônego, ambos do Jornal Primeiro Argumento, publicação que circula em Osasco e municípios do Oeste da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).
Esta região é diretamente beneficiada pelo Projeto Tietê. Considerado um dos maiores projetos ambientais da América Latina, este empreendimento tem por objetivo ampliar a coleta e o tratamento de esgotos da população da RMSP, reduzindo o lançamento de poluentes nos cursos d'água e melhorando a qualidade da água da bacia do Tietê.
Publicada no exemplar nº 11 de Primeiro Argumento (Maio de 2006, p. 6), a entrevista aborda várias ponderações sobre este projeto presentes na minha Tese de Doutorado (Geografia USP), cujo cerne foi a questão dos recursos hídricos e das regiões metropolitanas brasileiras, particularmente o Grande ABC.
Ressalve-se primeiramente que o Projeto Tietê diz respeito a uma realidade, a Grande São Paulo, cuja complexidade em termos da problemática ambiental tem se acentuado cada vez mais, tanto no aspecto quantitativo, quanto no qualitativo.
Uma outra pontuação seria a discussão de sua própria eficácia em fazer retroagir a notória má qualidade das águas metropolitanas da Grande São Paulo. A metrópole não pode, em si mesma, ser ignorada enquanto vetor da ampliação da degradação ambiental.
Por fim, a escalada da poluição das águas doces coloca em cheque soluções que como no Projeto Tietê, deveriam estar articuladas com problemáticas como as da matriz energética e dos resíduos sólidos, pensadas, é claro, em termos metropolitanos.
Trata-se enfim de temário complexo ao qual agreguei minhas ponderações, num esforço em destacar a gravidade de uma problemática que em tese, o Projeto Tietê procura solucionar.


