Um dado significativo do meu doutoramento na Geografia USP (2000-2006) foi minha atuação em diversos encontros, seminários e em cursos de capacitação da sociedade civil relacionados com os recursos hídricos. Tive assim a oportunidade de compartilhar muitas especulações e identificar várias nuanças referentes à minha pesquisa, que agregou muitas contribuições cujas origens foram debates em sala de aula, respostas às interrogações dos participantes e a formulação de palestras.
Outro aspecto importante foi a elaboração de diversos ensaios, papers e textos de apoio distribuídos quando de minha atuação como professor ou palestrante, uma atividade que repercutiu favoravelmente para a formulação de muitos dos arrazoados presentes na minha Tese de Doutorado, incitando-me a aprofundar e destrinchar perspectivas e pontos de vista que de outro modo, ofereceriam maior dificuldade para serem desenvolvidos.
O texto Sede no País das Muitas Águas, datado de 2004, foi um dos muitos ensaios redigidos no calor das minhas pesquisas. Originalmente distribuído nos cursos que a Associação Global de o Desenvolvimento Sustentado (AGDS) desenvolveu com o apoio da Fundação Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO São Paulo), não tardou em ser multiplicado em muitas outras ocasiões.
Dizendo respeito à questão da apropriação desigual das águas doces no Brasil, do stress hídrico, do meio ambiente, dos conflitos sociais e da forma que caracteriza a urbanização brasileira, o texto busca explicitar os contornos de uma problemática indissociável da efetiva construção da cidadania ambiental no nosso país.
Uma discussão disponível a todo o interessado no arquivo abaixo.