Este artigo é parte de um estudo maior procurando identificar as filiações entre Espaço, Ideologia e Meio Ambiente em formações sociais não-capitalistas, via de regra enquadradas no modelo do Modo de Produção Asiático, em tese localizado em civilizações pré-colombianas, africanas e asiáticas.
Como o texto sugere, a análise das espacialidades constituídas em cenários não-ocidentais e não-capitalistas, necessariamente compreende uma ênfase para determinados aspectos da superestrutura - a religião, por exemplo - que cumpriam simultaneamente papel de infra-estrutura.
Os fundadores do socialismo científico - Marx e Engels - utilizavam a denominação "Velha Ásia" para categorizar um amplo rol de civilizações "orientais" que malgrado diversas insuficiências teóricas, ainda mostra pertinência para a compreensão de vários aspectos da reprodução espacial e social destas antigas civilizações.
A partir destes estudos pioneiros, é possível demarcar sociedades caracterizadas por violentos antagonismos, muito distantes da aura de um romântico "ecologismo pré-capitalista" que alguns observam consignado no passado. Uma sociedade ecológica está por ser instaurada e não restaurada.
Espaço e Modo de Produção Asiático foi publicado no BPG - Boletim Paulista de Geografia, n° 72, 1994, páginas 29/62.
O BPG é uma publicação da AGB - Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção de São Paulo, SP. O teor integral do texto publicado pode ser acessado abaixo em arquivo PDF.