Poucas obras relacionadas com a questão da geração de energia têm monopolizado as atenções da opinião pública brasileira na magnitude alcançada pela Usina Hidrelétrica (UHE) de Belo Monte.
E não é para menos.
Belo Monte é a recidiva consagração dos modelos conservadores de conversão de energia. Fato óbvio - mas não ululante - a UHE de Belo Monte, além dos notórios impactos ambientais provocados, desvirtua os rumos da discussão sobre a questão da matriz energética nacional.
Vamos ao que interessa: o Brasil é o maior país solar do mundo. A cada 24 horas, o Brasil recebe do Sol - Astro-Rei por excelência - o equivalente a 320.000 hidrelétricas de Itaipu.
Nenhum outro país do mundo dispõe de tão formidável retaguarda energética.
Assim sendo: até quando nos manteremos atrelados a modelos importados do Hemisfério Norte? Até quando iremos postergar a formulação de um projeto energético independente, atento às potencialidades nacionais?
São perguntas que a Entrevista NEGAÇÃO DA LIBERDADE procura responder.
Publicada na Revista República, do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá (exemplar de Março de 2012), nesse material, a partir das instigantes perguntas do jornalista Roberto Barboza, faço algumas ponderações sobre essa questão matricial.
Argumentações disponíveis a quem assim desejar.
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