Desenvolvo desde 1993 cursos voltados para a afro-educação em diferentes níveis, numa escala que se estende de cursos para a capacitação de professores em nível fundamental e médio, passando por palestras em cursinhos e universidades. Ademais, pela apresentação de trabalhos acadêmicos em seminários e encontros de especialistas.
Minha formação nutriu-se da sabedoria de vários professores, dentre os quais citaria Fernando Augusto Albuquerque Mourão, Fábio Leite, Kabengele Munanga e também Carlos Serrano, mestre africanista que conheci em 1979, quando então, era aluno do curso de Ciências Sociais da FFLCH-USP. Foi sob orientação do Professor Carlos Serrano que desenvolvi meu mestrado, centrado na área da Antropologia Social (África).
Nos anos seguintes, atuei em muitos cursos de formação, que especialmente a partir do Decreto nº 10.639 de 09-01-2003 (o primeiro a ser assinado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva), passaram a ser oferecidos por amplo rol de entidades negras, sindicatos de professores, instituições acadêmicas, ONGs e organizações ligadas aos movimentos sociais.
A entrevista que concedi ao Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP), no qual tive a grata satisfação de ser convidado para desenvolver os primeiros cursos de capacitação centrados na afro-educação oferecidos por esta agremiação (em 2003 e 2004), expressa algumas das preocupações e aconselhamentos pertinentes aos desejosos de se iniciarem neste instigante tema.
Entrevista que no arquivo abaixo, está disponível para a apreciação de quem quer que seja.